Jiu-Jitsu no combate ao feminicídio: Federação Sul-Americana promove ato contra violência à mulher

Não tem classe social, cor ou religião.

A violência contra a mulher é um problema que atinge toda a sociedade. Segundo dados apurados no começo de 2018 pela ONG Internacional Humans Rights Watchm, o Brasil registrou mais de 1,2 milhão de casos de agressões contra mulheres pendentes na Justiça brasileira. O Jiu-Jitsu é um esporte que promove disciplina, ética e respeito ao próximo e por isso sua comunidade repudia todo e qualquer ato de violência. No próximo domingo, dia 24 de fevereiro, a SJJSAF (Sport Jiu Jitsu South American Federation) vai reunir centenas de lutadores na Arena Carioca 1, no Parque Olímpica da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em um ato de protesto contra o feminicídio e a violência contra a mulher.

- O que aconteceu àquela mulher na Barra (espancada durante 4h por um jovem) foi uma barbárie, uma selvageria. A violência tem que ser combatida em todas as esferas e nós, como professores e formadores de opinião, temos obrigação de fazer essa campanha contra a violência. Agora, é importante também fazermos um alerta à mídia, que vem chamando esse agressor de lutador. No momento que um esportista, um político ou um padre comete um delito não está representando dignamente a comunidade a que faz parte. Então devemos tomar muito cuidado com certos rótulos. O rapaz que agrediu essa mulher não representa em absolutamente nada o Jiu-Jitsu brasileiro que é considerado um estandarte da cultura brasileira no mundo todo - disse Cleiber Maia, presidente da SJJSAF.

O protesto está marcado para 11h, durante o Brasil Open de Jiu-Jitsu, evento válido para o ranking da SJJSAF que premiará atletas com cinturões e 10 passagens para disputar o mundial da SJJIF em novembro. Foram convidadas diversas personalidades do mundo da luta, autoridades e artistas que praticam Jiu-Jitsu.

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